Galway é incrível. É uma cidade universitária na província de Connacht, ao Oeste da Irlanda. Se tivesse a oportunidade de morar na Irlanda pela segunda vez, ficaria por lá muito provavelmente. São 2 horas de viagem partindo de Dublin (Uns 200km) e a melhor forma de chegar é de ônibus. Dá pra comprar a passagem na hora. A rodoviária fica no centro de Dublin e muitas linhas de ônibus pra vão até Galway, é possível ir de trem também. Na realidade era o que eu gostaria de ter feito, mas a passagem é muito mais cara e a estação de trem fica em uma região afastada de onde eu morava, acabou não valendo a pena.
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| Centro de Galway |
Existem duas ruas principais: A Quay Street e a High Street (na verdade uma é continuação da outra). São ruas amplas e muito movimentadas com artistas, músicos, escritores, artesões, duendes e etc. Além de uma quantidade irreal de Pubs, cafés e lojinhas de artesanato.
Para intercâmbio, apenas três escolas oferecem curso de inglês para Brasileiros, mas não consigo me lembrar o nome agora. Comparado a Dublin, Galway é um lugar mais calmo e com uma quantidade bem menor de imigrantes.
| Cliffs of Moher |
A cidade é interessante, pois preserva muito da cultura irish tradicional. É possível ouvir pessoas conversando em Gaélico (língua nativa, pouco usada nas grandes cidades da Irlanda), construções estilo viking, além da alta valorização da arte e da música em ruas e praças. Semestralmente são realizados eventos ligados a arte, teatro e cinema.
A Catedral é uma das atrações locais, porém não achei nada de mais. Dá pra fazer uma caminhada pelo porto também, mas só vale a pena em dias ensolarados. O melhor de Galway são os passeios pelos arredores da cidade, sendo os principais destinos: Connemara National Park e Cliffs of Moher. Adoraria ter feito os dois, mas só deu tempo de conhecer os Cliffs.
Considerado uma das maiores atrações da Irlanda e indicado como uma das sete maravilhas do mundo, os Cliffs São 8km de Falésias ao longo do Oceano Atlântico. Uma imensidão de rochas e mar com muitas aves marítimas que circulam o local. Dá um certo medo ficar muito próximo as falésias, são grandes penhasco que mais parecem abismos e não há muita proteção ao longo da trilha, mas mesmo de longe a vista é incrível.
| Poulnabrone Dolmen |
O passeio dura o dia inteiro e vai parando em vilarejos que mais parecem cenários de filme. Passamos por monastérios do século 13, castelos medievais, ruínas e monumentos históricos. A área rural do interior da Irlanda é o que torna o país tão único e especial.
Almoçamos em Ballyvaughan, um vilarejo totalmente rural, passamos por Doolin, marcado por campos de ovelhas com vista para o mar e cruzamos Kilfenora, uma das aldeias mais antigas da Irlanda, habitada por cerca de 200 pessoas somente.
Boa parte dos lugares que passamos envolvia alguma lenda macabra. Me chamou atenção o Poulnabrone Dolmen, um túmulo de 3 metros apoiado por duas pedras que foi construído 4200 anos A.C. No período de escavações, nos anos 80, foram descobertos adultos e crianças enterradas dentro no monumento junto a itens pessoais. Não há muitas informações sobre o povo que habitava o local, mas os objetos encontrados sugerem que eram de origem celta.
| Dunguaire, Kinvara |
As paisagens são totalmente únicas e falam bastante sobre a história e tradições locais. Curioso que, mesmo nas menores vilas, tinha ao menos um pub de tamanho razoável. Os pubs em Galway (principalmente nos vilarejos próximos) são completamente característicos e rústicos. Ao longo da tarde, até o cair da noite, fregueses levam seus instrumentos para tocar as músicas tradicionais na própria mesa, enquanto tomam Guinness. Isso sim é Irlanda.

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