domingo, 21 de setembro de 2014

Dublin, Irlanda


Tenho um carinho especial pela Irlanda, onde vivi por 4 meses e me senti completamente conectada com o jeito Irish de ser. A proposta foi passar parte do tempo estudando inglês e outra boa parte viajando pra onde o dinheiro permitisse. 

Dublin é uma cidade pequena e divida por uma sequência numérica. O rio liffey separa o lado par do lado ímpar, sendo Dublin 1 a região central, enquanto os números mais altos tendem a representar regiões periféricas. 



Mapa Dublin
Optamos por morar em Dublin 1, já que assim conseguiríamos rodar boa parte de nossa rotina a pé, além de facilidades com comércio e etc. Os apartamentos nessa região são antigos e costumam ser pequenos. São poucos os prédios com elevador, por exemplo. 

Circulando pela cidade, é possível perceber a presença de grupos que os irish chamam de "nackers". É bom ficar atento, pois eles podem praticar furtos ou provocar o envolvimentos em brigas (mas ninguém anda armado por lá, a violência é mais branda). 


Por isso, ao escolher hospedagem,  o ideal é evitar regiões com uma concentração muito grande de nackers. Certamente você verá muitos deles pelas ruas e é fácil reconhecê-los, mas não representam grande perigo, basta ignorar provocações e tomar cuidado com algumas regiões específicas. 



Temple Bar, Dublin 2
As ruas de Dublin costumam ser bem movimentadas e, nas áreas mais centrais, as pessoas costumam fazer quase tudo a pé. A O'Connell é a rua principal e está sempre lotada durante o dia. De praticamente qualquer ponto da cidade é possível ver o Spire, um monumento marcante que é considerado a maior escultura do mundo. 

Durante os 4 meses lá, só lembro de ter utilizado ônibus para ir ao aeroporto. Mesmo assim, o transporte público é um ponto forte da cidade, já que é possível contar com um sistema de ônibus muito bem organizado (que só aceita moedas como pagamento e não funciona até muito tarde), algo que eles chamam de Luas (tipo um metro na superfície) e o Dart, um sistema de trens que circulam pela cidade e redondezas. 


Um fato curioso é que o centro de Dublin é uma região com um número grande de imigrantes e os Irlandeses acabam sendo minoria. A cidade é bem bohemia e os Pubs estão sempre lotados, muitos com música ao vivo. As músicas irish são sensacionais e engraçadas, falam sobre as bebedeiras ou folclores locais. A melodia tem forte influência celta e folk, eu acho incrível. Dublin 2 é uma região turística com a maior concentração de Pubs por metro quadrado.


Phoenix Park
Durante o dia existe uma infinidade de passeios pela cidade. O que recomendo é o Phoenix Park, o maior parque urbano da Europa, fica em Dublin 8. Outro parque que vale a pena conhecer é o Stephen's Green, Dublin 2. É um parque bem menor e fica no meio da cidade, perto do Trinity College (A escola mais tradicional de Dublin). Minha região preferida é a Grafton Street, uma rua em Dublin 2 de total expressão artística. Por lá estão sempre vários músicos de rua, pintores, artesões ou qualquer maluquice que você possa imaginar. É uma rua agitada, barulhenta, com quiosques de flores. 

Convertendo as moedas, o custo de vida pode ser relativamente caro, por isso fazer compras não é um atrativo turístico.  Pra conhecer um pouco melhor da história local recomendo o Dublinia, uma exposição interativa, didática e muito interessante. Vale a pena fazer uma caminhada pela passarela do Liffey e depois sentar pra tomar um café na beira, fim de tarde. 


Guinness Store House
Guinness Store House é um programa imperdível. Basta pisar na Irlanda para perceber o quão forte e importante é a marca Guinness no país. Apesar das várias cervejas irish, a Guinness é de longe a oficial, com presença obrigatória em qualquer pub. Conhecer a fábrica é parte importante da viagem e diz muito sobre o lado bêbado da cultura dos irlandeses. O ponto alto (literalmente) da visitação à fábrica é beber um pint no gravity bar, uma área no topo do prédio com visão 360° da cidade. Perfeito durante o por do sol.

O povo Irlandês é informal e carismático. São altamente ligados a cultura e tradições do seu país e fazem jus a fama de beberrões.   



St. Patrick's Day



Uma das experiências mais incríveis que tive foi presenciar o St. Patricks Day em terras irlandesas. De fato é uma data onde todas as pessoas saem pelas ruas com fantasias verdes, trevos, duendes e etc. Viram a cidade do avesso e é o caos de um bloco de carnaval aqui no Rio, só que ocupando todas as ruas da cidade, com pessoas penduradas nos monumentos e sem um espaço sequer pra respirar. Valeu cada segundo. 

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