| Notre-Dame |
Optei pelo hostel mais barato que encontrei próximo a uma boa estação de metrô e dos pontos que me programei para conhecer. Estávamos perto da estação do Hotel de Ville, uma localização ótima por sinal. Não me lembro o nome do hostel, mas era possível ir andando para o Louvre e Notre-Dame.
A primeira impressão da cidade foi duvidosa. No horário que cheguei havia pouca iluminação e vi muitos moradores de rua deitados na calçada, além de uma quantidade razoável lixo na rua. O metrô é antigo e também não é a coisa mais limpa do mundo, porém exemplar em funcionamento e extensão.
Existem várias possibilidades de bilhetes de metrô, desde pagar por um único trajeto, até pacotes de vários dias com acesso ilimitado de viagens. Vale a pena se informar e escolher a opção mais em conta de acordo com a recorrência na utilização do transporte.
Como fiquei pouco tempo, tentei acordar o mais cedo possível para conseguir fazer tudo o que queria, mas curiosamente só amanheceu de fato lá pelas 8h30 da manhã. Antes disso ainda estava escuro e tudo fechado. O dia estava chuvoso, então a primeira coisa que fiz foi comprar um guarda-chuva e sair por aí. Ao longo do dia apreciei bastante a cidade que, mesmo com chuva, tua sua beleza. As construções são preservadas e seguem um padrão de cor em um estilo meio gótico, com partes modernas. Também achei as ruas bem arborizadas de um modo geral.
| Arc de Triomphe |
De manhã andei até a Notre-Dame. É uma das catedrais mais antiga da França e fica em uma espécie de ilha chamada Île de la citê. Inspirou o romance "O corcunda de Notre-Dame" escrito por Victor Hugo, que nos anos 90 virou filme da Disney. O interior é acinzentado com iluminação discreta, umas das arquiteturas mais bonitas que já vi.
Em seguida passei pelo jardim das Tulheires, um jardim simétrico no meio da cidade, que provavelmente fica muito mais bonito durante as outras estação do ano (que não o inverno, quando fui), e cheguei ao Arc de Triomphe. Um monumento na praça Charles de Gaulle, circulado pelo trânsito.
O transito de Paris é uma curiosidade a parte, o sinal de trânsito é praticamente ignorado pelos motoristas, junto a uma sinfonia caótica de buzinas. Subir no Arc não é nada imperdível, foi uma infinidade de escadas para chegar ao topo e ter uma vista bem mais ou menos da cidade. Existem outras opções que mostram uma paisagem urbana mais do alto.
| Torre Eiffel |
A avenida Champs-Élysées me surpreendeu bastante e é quase impossível não passar por lá. Uma das avenidas mais famosas e mais caras em metros quadrados da Europa. Termina no Arc de Triomphe, é enorme, larga e lotada de restaurantes, cafés, cinemas, além das principais lojas de grife (pra quem está com o bolso cheio). Durante todo o dia a rua fica extremamente movimentada e a noite fica iluminada com bares e restaurantes lotados.
Como qualquer turista em Paris, não podia deixar de conhecer a Torre Eiffel. A fila estava enorme (isso porque estava chovendo e era terça-feira). Confesso que a torre parece muito mais interessante vista de fora, como parte da paisagem, do que de dentro. O interior é bem simples e cercado por um varandão. Você sobe por um elevador, tem umas lojinhas e só. Ainda assim a vista é bonita, dá pra ter uma boa visão do rio Sena e tal.
Considero o Louvre a maior atração da cidade, dentro do pouco que conheci, claro. Pra quem gosta de museu, tem tempo e prefere olhar tudo com calma (o que não consegui fazer com o pouco tempo que tive), sugiro separar um dia inteiro só para o Louvre e comprar um mapa com a localização das categorias e obras. Assim você consegue otimizar o tempo e não ficar perdido.
| Louvre |
Realmente é um museu muito completo no que diz respeito as principais obras reconhecidas no mundo. Tem uma abrangência grande de categorias artísticas com uma carga histórica de importância. São consideradas principais obras: Monalisa, Vitória de Samotrácia e a Vénus de Milo. Também é possível ver coisas do Ticiano, Michelangelo, Goya, Rubens e etc.
Saí do Louvre à noite, já completamente exausta. Infelizmente não consegui fazer muito mais do que gastar todo o resto do meu dinheiro em um único pint de cerveja (€20) porque o bar tinha a vista mais linda da Torre Eiffel iluminada a noite. Naquela mesma madrugada já retornaria para Dublin. Espero conseguir voltar em outra estação do ano, com tempo de conhecer Versailles, Sacre Coeur e muito mais.
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